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Um dos atores secundários da saga do bruxo mais famoso de todos os tempos foi encontrado já sem vida, nessa sexta-feira (11), por dois andarilhos, no deserto do Mojave.
Segundo as autoridades americanas, o britânico Dave Legeno morreu devido a complicações do calor, uma vez que essa região da Califórnia, chamada de Vale da Morte, chega a 50° celsius nessa época do ano.
Para os legistas, o ator morreu enquanto caminhava na região. O homem, na casa dos 50 anos, não teria suportado o clima, considerado o mais seco e quente da América do Norte. Conforme publicação do jornal TMZ, foi preciso usar um helicóptero para resgatar o britânico, que já estava desaparecido há quase quatro dias.
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Para quem não se lembra bem do rosto de Legeno, no filme de Harry Potter ele viveu o lobisomem Fenrir Greyback. O ator também havia atuado em “Snatch, Porcos e Diamantes”, do ano 2000.

A regeneração de membros continua sendo coisa de ficção científica para humanos, mas uma descoberta acidental traz uma nova idea sobre o que seria necessário para que pessoas regenerassem membros perdidos como se fossem tritões.
A descoberta ocoreu durante uma pesquisa com um gene que pode voltar o relógio das células humanas. Animais jovens são capazes de se recuperar de danos a tecidos muito melhor que adultos, e podem até regenerar tecidos ainda no útero. Em anos recentes, pesquisadores observaram um gene chamado de Lin28a, que fica ativo no início da vida mas é silenciado na maioria dos tecidos maduros. Ele pode reprogramar células somáticas (não-reprodutivas) humanas, fazendo-as voltar a um estado semelhante ao embrionário. O trabalho levou pesquisadores a encontrar outro possível papel para esse gene, que aumenta o poder de regeneração de ratos quando ativado.
No curso de sua pesquisa com câncer, George Daley do Children’s Hospital Boston e da Escola Médica de Harvard, tentava fazer furos nas orelhas de ratos geneticamente modificados para que fosse possível diferenciá-los quando, de maneira surpreendente, as feridas se curaram. Então ele tentou uma técnica de identificação diferente – remover as pontas de seus dedos – mas os dedos se regeneraram.
Daley e seus colegas também depilaram as costas dos ratos e ficaram chocados ao descobrir que a pelagem voltou rapidamente. Esses ratos de laboratório tinham sido modificados geneticamente para que o gene Lin28a permanecesse ativo em vez de ser desligado após o nascimento, aparentemente dando aos ratos habilidades de super regeneração. “Nós sabíamos que o Lin28a poderia reprogramar as células de volta a um estado semelhante ao de células-tronco embrionárias, mas fizemos essa descoberta totalmente por acidente”, declara Daley, que publicou os resultados de sua equipe no volume de 7 de novembro da Cell. A equipe descobriu que podia replicar as habilidades de cura dos ratos geneticamente modificados ao administrar medicamentos aos ratos não-modificados, que ajudam a ativar certos processos metabólicos – a mesma rota que o Lin28a estimula – acelerando e energizando células como se elas fossem muito mais jovens.
As descobertas revelam que pelo menos parte da razão de muitos animais não serem capazes de regenerar membros perdidos está no metabolismo. Quando oLin28a se ativa e expressa uma proteína no corpo, ele aumenta o metabolismo, aparentemente convencendo o corpo a pensar que é muito mais jovem, e disparando uma complexa cascata de reações químicas que geram energia. A pesquisa mostra como os mesmos mecanismos que normalmente fornecem energia também podem conduzir processos mais exóticos, como a regeneração de ferimentos.
Mas o poder do Lin28a parece ter limite. Quando os ratos não eram mais bebês – com cinco semanas de idade – os cientistas não conseguiam regenerar seus membros, mesmo se o gene fosse estimulado. E ratos com o Lin28a ativado nunca foram capazes de reparar danos ao coração, sugerindo que a proteína não é igualmente eficaz em todas as partes do corpo. Um fator que pode limitar a regeneração é o tamanho dos órgãos envolvidos, observa Yui Suzuki, bióloga do desenvolvimento do Wellesley College, que não se envolveu no trabalho. Talvez os ratos possam regenerar órgãos pequenos, como dedos imaturos, mas não os grandes, como dedos inteiros ou o coração, mas ainda não há nada certo.
Há muito tempo cientistas buscam a regeneração de membros humanos, mas descobrir como iniciar os processos biológicos necessários ou identificar a rota necessária para que humanos regenerem partes do corpo como fazem salamandras ou estrelas-do-mar ainda é uma ilusão.
Na verdade, humanos têm algumas capacidades regenerativas – regenerar pontas de dedos se restar uma porção considerável da unha, por exemplo. Esse processo depende da presença de células-tronco escondidas no epitélio abaixo da unha, um luxo não disponível em todo o corpo. A nova pesquisa, porém, poderia abrir uma maneira de expandir nossa cartilha regenerativa ao manipular a atividade de genes como o Lin28a ou copiar seus efeitos.
O processo de regeneração em ratos com o Lin28a ativo é maravilhosamente intrincado. Um dos alvos moleculares do gene, por exemplo, é um microRNA (uma pequena molécula de RNA não-codificadora) chamado de let7, que por sua vez regula centenas de outros genes, de modo que os efeitos do Lin28a podem iniciar um complexo arranjo de interações reguladoras. Inicialmente a equipe supôs que grande parte da capacidade de regeneração de feridas surgia quando o Lin28adesativava esse alvo, o let7. Empregando um truque genético, porém, eles usaram antibióticos para bloquear o let7 e descobriram que simplesmente obstruir o microRNA não era suficiente – apontando o Lind28a como agente regenerador. Os próximos passos de Daley se concentrarão em reativar a rota do Lin28a para estimular a regeneração de ferimentos em órgãos internos.
Lin28a já foi ligado ao momento da puberdade em ratos e a uma predisposição ao diabetes. Ele também é um dos melhores reguladores do metabolismo e divisão celular em organismos tão diferentes quanto minhocas e humanos. “Esse é um gene que carrega um interesse imenso, e isso é uma prova de seu papel central em muitas áreas da biologia”, comenta daley. Mas estimular capacidades regenerativas em humanos com esse gene ainda está muito longe – não existem medicamentos conhecidos que ativem o Lin28a de maneira eficaz em humanos. “Essa é uma pesquisa empolgante e iluminadora sobre o princípio da regeneração”, comemora Daley. “Espero que ela estimule outras pesquisas que tenham implicações clínicas”.

Texto por: Dina Fine Maron

Em: . Acesso em: 09 março 2016.


A presidente Dilma Rousseff assinou esta semana (02/10/2015) um decreto que veta qualquer tipo de propaganda de leites artificiais, mamadeiras, papinhas industrializadas, fórmulas, produtos farináceos e chupetas em veículos de comunicação. A medida visa reduzir o uso de produtos comerciais durante a amamentação e assegurar a utilização adequada de produtos direcionados a crianças de até 3 anos.
O Ministério da Saúde e a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendam que o leite materno seja o único alimento da criança até o sexto mês de vida e que os bebês continuem sendo amamentados por até dois anos ou mais. Estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo.
O decreto regulamenta a Lei nº 11.265, voltada à comercialização de alimentos para mães e bebês no período da amamentação, publicada em 2006, e garante a fiscalização pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A restrição para produtos farináceos, fórmulas, papinhas, leites artificiais, mamadeiras, bicos e chupetas inclui qualquer ação promocional, como publicidade, descontos, brindes, exposições especiais no supermercado, entre outras ações. O lançamento de novos produtos, com distribuição de amostras grátis aos profissionais de saúde, somente poderá ser feito 18 meses após o registro na Anvisa.
As embalagens também terão que se adaptar às novas regras. Fica proibido, por exemplo, utilizar fotos, desenhos, representações gráficas ou textos que induzam ao uso, como “baby”, “kids”, “ideal para o seu bebê”, entre outros, bem como personagens de filmes, desenhos ou simbologias infantis.
Além disso, cada um dos produtos terá um aviso nas embalagens sobre a idade correta para o consumo e o alerta para a importância da amamentação para a saúde da criança. No caso dos bicos, mamadeiras e chupetas, os avisos sempre terão uma advertência sobre o prejuízo que o consumo daquele produto pode causar ao aleitamento materno.
Os estabelecimentos terão um ano para se adequarem às novas medidas a partir data de publicação do Decreto. Caso descumpram a lei, poderão sofrer interdição, além de multa que podem chegar até R$ 1,5 milhão. As secretarias estaduais de saúde devem determinar quais são os órgãos que ficarão responsáveis pela fiscalização.



A genética vive nova revolução, desta vez tão radical que seu alcance é imprevisível.
Há 30 anos, foram descritas em bactérias sequências repetitivas de DNA, no meio das quais existiam fragmentos de genes estranhos ao genoma bacteriano. Esse tipo de configuração recebeu o nome de CRISPR.
Em 2007, uma empresa fabricante de iogurtes identificou, nas bactérias usadas na fermentação do leite, um sistema de defesa imunológica contra vírus predadores que envolvia exatamente as sequências repetitivas CRISPR.
Em 2012, as pesquisadoras Jill Banfield, Jennifer Doudna e Emmanuelle Chapentier demonstraram que CRISPR é capaz de orientar o corte (clivagem) de alvos específicos de qualquer gene.
Para tanto, partiram de uma observação surpreendente: bactérias conseguem “lembrar” dos vírus que as infectaram no passado, à custa da persistência de restos do DNA viral incorporados no meio das sequências CRISPR do genoma bacteriano anteriormente descritas.
Esses resíduos genéticos arquivados na intimidade das sequências repetitivas funcionam como bancos de memória. Em caso de novo ataque do mesmo agente, a bactéria sintetiza rapidamente moléculas-guia de RNA, que localizam com extrema precisão sequências específicas do DNA invasor, para que uma enzima (geralmente a nuclease Cas9) se desloque pelo interior da célula, corte, inative os genes e impeça a replicação do vírus.
Em outras palavras: CRISPR é uma coleção de sequências capazes de indicar em que posição de um DNA intruso a enzima Cas9 deve efetuar a clivagem para inativá-lo.
A publicação de Banfield, Doudna e Charpentier foi o ponto de partida para uma enxurrada de trabalhos científicos, bilhões de dólares investidos em companhias de biotecnologia e a inclusão das três na lista das cem pessoas mais influentes do mundo, da revista Time. CRISPR foi considerado pela Science o maior avanço científico de 2015. Um dia receberá o Nobel.
CRISPR/Cas9 é a ferramenta mais barata e simples para manipulação de genes que vão das bactérias, às plantas e aos animais. Tem sido comparada ao Ford T dos primórdios da indústria automobilística que, pela simplicidade, custo e facilidade de produção, revolucionou a sociedade.
A técnica permite manipular qualquer gene de interesse. Basta acessar, na internet, os bancos de dados que descrevem as sequências de bases do gene-alvo e encomendar on-line os dois componentes essenciais da CRISPR: o RNA-guia e a enzima “cortadora” Cas9. Em alguns dias, a ferramenta chegará pelo correio.
A descoberta de técnicas que permitem inativar a enzima Cas9, criou a possibilidade de CRISPR localizar o gene procurado sem cortá-lo ao meio.
CRISPR com Cas9, ativa ou inativada, é agora o método mais empregado para “desligar” ou “ativar” a expressão de qualquer gene de interesse científico ou comercial.
Essa tecnologia permitiu obter com 97% de eficácia drosófilas com pigmentações esquisitas, mosquitos resistentes ao parasita da malária e fêmeas estéreis para competir com as demais, porcos resistentes a viroses, trigo imune a fungos, tomates de vida longa e amendoins livres de alérgenos, entre outras modificações genéticas.
Manipular sequências de DNA sem introduzir no organismo genes alienígenas mantém a tecnologia à margem do debate apaixonado que atrasa os estudos com os transgênicos.
Nos Estados Unidos, Feng Zhang ligou e desligou um por um os 20 mil genes humanos presentes em células de melanoma maligno, com o objetivo de elucidar o mecanismo de resistência do tumor a determinada droga. Estão em teste novos tratamentos para câncer, infecções e outras doenças. A possibilidade de silenciar genes causadores de enfermidades genéticas, que afligem a humanidade há milênios, nunca esteve tão próxima.
As pesquisas com embriões inviáveis de uma clínica de fertilização in vitro, realizada na China, motivou a convocação de uma conferência internacional em dezembro passado, para discutir os limites éticos das manipulações genéticas.
Um dos participantes comentou: “Era fácil dizer o que não deveríamos fazer quando não podíamos”. Tem toda razão. E agora que a tecnologia nos permite alterar a expressão de qualquer gene?

Dráuzio Varella


Vitória criou um grupo específico para fiscalizar, gerenciar, propor e executar soluções relacionadas à qualidade, à garantia do abastecimento e à distribuição de água e serviço de coleta e tratamento de esgoto na capital. Trata-se do Comitê Gestor de Saneamento Básico do Município de Vitória, instituído pelo decreto 16.627, publicado no Diário Oficial da última terça-feira (2).
Esgoto InhanguetáA equipe é composta por representantes das secretarias municipais de Gestão Estratégica (Seges), Meio Ambiente (Semmam), Saúde (Semus), Obras (Semob), Serviços (Semse), Desenvolvimento da Cidade (Sedec), Fazenda (Semfa) e Procuradoria Geral do Município (PGM), além do prefeito da capital, Luciano Rezende. 
"A partir de agora, com a formação de uma representação multidisciplinar formada pelos principais gestores do Executivo Municipal, será discutida a finalização do Plano Municipal de Saneamento Básico de Vitória para enviá-lo à Câmara. Será a   
definição das regras para o meio ambiente de Vitória para os próximos anos", explicou o assessor de Projetos Especiais da Seges, Sergio Peterle.

Comitê Gestor de Saneamento Básico 

O Comitê Gestor tomará decisões visando zelar pelo desenvolvimento da cidade de acordo com a sustentabilidade ambiental necessária à preservação dos recursos hídricos. 
Entre outras atribuições, a organização também representará Vitória junto aos Comitês de Bacias Hidrográficas dos rios que abastecem a capital e estabelecerá processos de articulação previstos nos Planos de Saneamento Básico Municipal e Estadual.
Além disso, irá deliberar, junto à concessionária de água e esgoto, sobre os investimentos previstos e a serem feitos, bem como autorizar modificações no planejamento já aprovado

Pesquisa mostra que remédio comum pode evitar complicações por veneno.
Teste foi feito em animais e grupo espera autorização para testar em pessoas.



Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto (SP) fazem testes para confirmar se um anti-inflamatório comum já encontrado em farmácias pode ser usado para curar casos de envenenamento por escorpião.
Atualmente, o tratamento para a picada do bicho é realizado com soro do veneno, e apenas em casos graves, como o do estudante Lucas Bidinelli Filippin. Aos 9 anos, ele sofreu 16 paradas cardiorrespiratórias após ser picado por um escorpião amarelo, um dos mais venenosos.
"Eu fui colocar a chuteira, mas não sabia que o escorpião estava lá. Na hora que eu coloquei, eu já senti a picada. Começou a doer na hora, meu pé começou a formigar, fui deixando de sentir o pé, parecia que eu estava sem a perna", relembra o menino.

Os pais contam que Lucas foi levado imediatamente para um posto de saúde em estado crítico, apresentando sudorese, pressão baixa e dores fortes em toda a perna. Segundo a mãe, Regiane Bidinelli Cabral, o menino tomou seis doses do soro e precisou ser internado.
"No final da tarde, quando estava praticamente bem, ele teve algumas alterações de batimentos cardíacos, passando de 200 por minuto. Ele vomitava muito, ficou praticamente 17 dias internado no hospital e teve pneumonia", contou Regiane.
USP de Ribeirão Preto estuda uso de anti-inflamatório para tratar pessoas picadas por escorpião (Foto: Reprodução/EPTV)USP de Ribeirão Preto estuda uso de anti-inflamatório para tratar pessoas picadas por escorpião (Foto: Reprodução/EPTV)
Pesquisa
Testes feitos pela USP em Ribeirão em animais mostram que um medicamento vendido normalmento nas farmácias foi capaz de aliviar esses sintomas. Segundo a pesquisa, pode, inclusive, reverter casos mais graves que causam edema pulmonar.
Agora, os pesquisadores aguardam autorização do Conselho Nacional de Saúde (Conep) para fazer os testes em seres humanos. Se comprovada, a adição ao tratamento poderá até reduzir os casos de mortes pelo veneno do escorpião.
Segundo a coordenadora do projeto Lúcia Helena Faccioli, a equipe estuda o assunto há cinco anos e no último ano e meio passou a analisar os quadros mais graves, que geram edema pulmonar e ativam os processos inflamatórios.
"Nós comprovamos que o veneno do escorpião libera substâncias que causam o edema e este, por sua vez, ativa os processos inflamatórios. Se eu inibo essa substância com o anti-inflamatório, eu inibo a ativação da inflamação", explicou.
Karina Furlani Zoccal é a principal pesquisadora e o trabalho faz parte de sua tese de pós-doutorado (Foto: Reprodução/EPTV)Karina Furlani Zoccal é a principal pesquisadora e o trabalho faz parte de sua tese de pós-doutorado (Foto: Reprodução/EPTV)
Tratamento visa pacientes graves
Se os pesquisadores obtiverem os mesmos resultados com pessoas, o próximo passo será incluir a medicação como protocolo dos pacientes envenenados no pronto atendimento. "Ele é um anti-inflamatório. E se tomado rapidamente depois da picada, a expectativa é que o quadro seja revertido", disse a professora.
A pesquisadora Karina Furlani diz que pacientes considerados graves e tratados com o soro antiescorpiônico, às vezes, podem sofrer reações alérgicas fatais. "Esse achado poderá prevenir essas reações. [Se comprovado] esperamos que o paciente picado vá às unidades de emergência e tome o anti-inflamatório em conjunto com o soro para evitar a gravidade".
Atualmente, o medicamento é aplicado apenas nos casos considerados graves e gravíssimos. Os sintomas da picada do escorpião são vômito, sudorese, insuficiência respiratória, desorientação, alteração da frequência cardíaca e da pressão arterial. A pessoa que sofreu a picada também poderá ter insuficiência cardíaca e edemia pulmonar aguda devido à grande liberação de adrenalina.
Caso os resultados sejam positivos para os humanos, o anti-inflamatório passará a ser usado em conjunto com o soro para evitar as complicações. "Isso bloquearia, principalmente, o edema pulmonar e as reações mais agressivas do envenenamento e podendo evitar a morte, que é o foco do nosso trabalho", ressaltou Karina.
Alívio
A equipe de pesquisadores diz que está confiante dos resultados e espera ajudar principalmente crianças com idade até 10 anos, que são consideradas mais frágeis ao veneno. Com isso, esperam que histórias como a de Lucas possam se tornar cada vez mais raras.
"Passei dias tristes de aflição. Então, tenho que dar os parabéns aos médicos, ao pessoal que está correndo atrás dessas pesquisas. Eu acho que realmente não pode parar, tem que correr atrás, por que são vidas e a gente só fica ciente quando acontece com a gente", apoiou a mãe Regiane.
Lucas Bidinelli Filippin ao lado da mãe, Regiane Bidinelli Cabral (Foto: Reprodução/EPTV)Lucas Bidinelli Filippin ao lado da mãe, Regiane Bidinelli Cabral (Foto: Reprodução/EPTV)

Uma tem pele escura e olho castanho e outra tem pele clara e olho azul.
Gêmeos idênticos derivam de um mesmo zigoto; em tese, têm mesmo DNA.


Amelia tem pele mais escura e olhos castanhos, sua irmã Jasmine tem pele mais clara e olhos azuis (Foto: Reprodução/Facebook/Libby Appleby)

As gêmeas univitelinas Amelia e Jasmine surpreenderam os médicos no Reino Unido, quando nasceram, por terem cores de pele e olhos diferentes. "Quando elas nasceram, ficamos boquiabertos, nem os médicos podiam acreditar", disse a mãe Libby Appleby ao Daily Mail.
Enquanto Amelia tem pele mais escura e olhos castanhos, sua irmã Jasmine tem pele mais clara e olhos azuis. Os pais das gêmeas têm origens étnicas diferentes: Libby é branca e seu companheiro, Tafadzwa Madzimbamuto, é negro.
Gêmeos univitelinos, também conhecidos como monozigóticos ou idênticos, derivam da fecundação de um mesmo óvulo por um único espermatozoide por isso, em tese, compartilham o mesmo genoma.
Médicos se surpreenderam com as diferenças das gêmeas (Foto: Reprodução/Facebook/Libby Appleby)Médicos se surpreenderam com as diferenças das gêmeas (Foto: Reprodução/Facebook/Libby Appleby)
Porém, há estudos que mostram que, em alguns casos, podem ser encontradas variações no DNA de gêmeos idênticos.
Ao Daily Mail, a médica Claire Steves, do Departamento de Pesquisa de Gêmeos do King's College London, diz que as diferenças entre Amelia e Jasmine podem ser devido a mudanças na forma como cada uma se desenvolveu no útero. "No entanto, pode haver uma exceção quando a mudança em um desses genes que controla a cor da pele acontece depois que as gêmeas se separam em uma fase precoce do desenvolvimetno, o que chamamos de mutação somática."
"Amelia é a cara de seu pai, enquanto a Jasmine é uma mini-versão de mim", diz Libby.

Anfíbio proteus, que é cego e pode viver até 100 anos, só coloca ovos uma ou duas vezes por década; imagens são transmitidas por câmera infravermelha.


 O proteus nada como uma enguia e pode passar dez anos sem comida  (Foto: Dragan Arrigler)

Em uma caverna visitada por um milhão de turistas todos os anos, um anfíbio pouco estudado colocou ovos que estão causando grande expectativa.
Acredita-se que o Proteus anguinus, o proteus, uma salamandra cega encontrado em rios de cavernas nos Bálcãs, viva por mais de cem anos, mas se reproduza apenas um ou duas vezes por década.
Uma fêmea em um aquário da caverna Postojna, na Eslovênia, colocou entre 50 e 60 ovos - e três estão mostrando sinais de crescimento.
O proteus é uma espécie de ícone na Eslovênia, onde aparecia em moedas antes da chegada do euro. Há centenas de anos, quando enchentes expulsavam as criaturas para fora das cavernas, eram tidas como bebês de dragões.
Ninguém sabe quantos filhotes irão sair dos ovos e nem sequer quanto tempo isso vai levar.
"No momento, parece que há três bons candidatos", diz à BBC Saso Weldt, um biólogo que trabalha na caverna.
Ele e seus colegas tiraram fotos com exposição muito alta na escura caverna para reunir indícios de que os pequenos ovos estão se desenvolvendo.
"Ela começou a colocar ovos em 30 de janeiro. Ela ainda está colocando um ou dois ovos por dia, e eles precisam de cerca de 120 dias até o animal nascer."
 Cerca de 60 ovos foram colocados  (Foto: Iztak Medja Potonsjka Jama)Cerca de 60 ovos foram colocados (Foto: Iztak Medja Potonsjka Jama)
 Estima-se que levará pelo menos quatro meses até que os ovos comecem a vingar  (Foto: Iztak Medja Potonsjka Jama)Estima-se que levará pelo menos quatro meses até que os ovos comecem a vingar (Foto: Iztak Medja Potonsjka Jama)
'Extraordinário'
Essa estimativa por alto, explica ele, é baseada no conhecimento adquirido com uma colônia dos anfíbios estabelecida na década de 1950 em um laboratório subterrâneo nos Pirineus franceses para estudar aspectos da vida biológica em cavernas.
Mas lá eles vivem um uma água uma pouco mais quente, com temperatura de 11º C.
"Na nossa caverna é um pouco mais frio, 9º C, então tudo vai durar mais."
É uma oportunidade única de observar o enigmático proteus se reproduzindo na mesma caverna onde morou por milhões de anos.
"É muito significativo porque não há muitos dados sobre a reprodução deste grupo de animais", disse Dusan Jelic, pesquisadora do programa Edge da Sociedade Zoológica de Londres que estuda proteus mergulhando em cavernas na Croácia.
Visitantes podem ver a fêmea por uma câmera infravermelha (Foto: Iztak Medja Potonsjka Jama  )Visitantes podem ver a fêmea por uma câmera infravermelha (Foto: Iztak Medja Potonsjka Jama )

Se os filhotes saírem do ovo e se desenvolverem com saúde, seria algo "maravilhoso", segundo Jelic.
"Na natureza, nunca achamos ovos ou larvas. Eles estão provavelmente escondidos em localidades específicas dentro do sistema das cavernas", afirma.
Postojna tem um sistema de cavernas desse tipo, com sua própria população de proteus selvagens. Mas esses ovos, especificamente, foram colocados em um aquário da movimentada área aberta para visitantes da caverna.
"Isso é muito legal - é extraordinário", diz Primoz Gnezda, outro biólogo que trabalha na caverna Postojna. "Mas também estamos com medo de que algo dê errado, porque os ovos são muito sensíveis."
Como os únicos vertebrados de caverna da Europa, o proteus está muito adaptado a seu reino subterrâneo e protegido: cavernas criadas à medida que a água abre caminho entre rochas solúveis.
"Por 200 milhões de anos eles estavam em um ambiente que não mudou", disse Jelic.
Como consequência, os animais - e principalmente seus ovos - estão muito vulneráveis a mudanças na qualidade da água e temperatura. Mesmo as mudanças das estações mal são percebidas no subsolo.
Dragões bebês
Em 2013, outro proteus de Postojna colocou ovos, mas nenhum deles vingou e muitos foram comidos por outros proteus do tanque.
Desta vez, precauções foram tomadas. Todos os animais, exceto a mãe, foram removidos e o aquário está protegido da luz. Oxigênio extra está sendo adicionado de forma artificial.
"Agora cabe a eles", diz Weldt.
Uma câmera infravermelha transmite imagens a uma tela próxima para que a equipe da caverna, assim como os turistas, possam ver o que acontece.
Quase não há movimento, mas às vezes a fêmea proteus se mexe para checar os ovos, colocar mais um ou se proteger de anfípodes - crustáceos pequenos e famintos que ela não pode ver, mas que detecta usando órgãos eletrossensíveis em seu focinho.
O proteus é uma espécie de ícone na Eslovênia, onde aparecia em moedas antes da chegada do euro; há centenas de anos, quando enchentes expulsavam as criaturas para fora das cavernas, eram tidas como bebês de dragões  (Foto: Iztak Medja Potonsjka Jama)O proteus é uma espécie de ícone na Eslovênia, onde aparecia em moedas antes da chegada do euro; há centenas de anos, quando enchentes expulsavam as criaturas para fora das cavernas, eram tidas como bebês de dragões (Foto: Iztak Medja Potonsjka Jama)


Nas últimas semanas, a "mãe dragão" do Postojna virou uma celebridade e, agora, leva uma grande expectativa em seus pequenos ombros.
Mas o peso também é sentido pelos biólogos da caverna.
"É um desafio e uma responsabilidade", diz Weldt. "Estou animada."

País registrou ao todo 121 casos de contaminação pela doença até agora.
Ministério da Saúde não vê, ainda, conexão de vírus com a microcefalia.



Fúncionário carrega fumigador de inseticida em Mérida, no México (Foto: Lorenzo Hernandez/Reuters)

O governo do México informou nesta terça-feira (1) que 11 grávidas foram infectadas pelo vírus da zika, de um total de 121 casos registrados formalmente no país.
A maioria dos casos ocorreu nos estados de Chiapas e Oaxaca, no sul, de acordo com boletim do Ministério da Saúde. Entre as grávidas, oito são de Chiapas, duas de Oaxaca, e uma de Veracruz, na região do Golfo do México, segundo o ministério.
O número de casos de grávidas infectadas pelo zika aumentou desde meados de fevereiro, quando o Ministério da Saúde informou que havia 80 casos confirmados da doença no país, sendo seis em gestantes.
O México não divulgou ainda a ocorrência de casos de microcefalia associados ao zika. Acredita-se que o vírus esteja por trás de um aumento no número de casos do problema congênito n Brasil.
Embora não esteja biologicamente provado que o zika cause microcefalia, cientistas dizem que as evidências para tal relação estão se acumulando. Em 1° de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o Zika uma emergência de saúde pública global.

Fonte : G1

Meta do governo era de fechar fevereiro com 100% de domicílios visitados.
Casas estavam vazias em 15% dos casos; ministro cobra ação 'permanente'.


Equipe de combate ao mosquito Aedes aegypti em ação no DF (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse nesta segunda-feira (29) que a ação contra focos do mosquito Aedes aegypti esteve presente em 79% dos domicílios urbanos brasileiros. A meta do governo federal era visitar 100% das casas até o fim de fevereiro. A ação foi efetiva em 64% dos casos. Em 15% dos lares do país, não havia ninguém na residência.

Segundo o ministro, a prioridade é estar presente nas capitais e nas cidades com mais de 50 mil habitantes com incidência de dengue igual ou maior a 100 casos por 100 mil habitantes, entre novembro e dezembro de 2015.
De acordo com o ministro, não há prazo para que todas as residências sejam inspecionadas. Castro diz que as ações são de responsabilidade de estados e municípios.

“Vários estados já conseguiram visitar 100% das residências. Nos que não fecharam, estamos estimulando, ligando e permanentemente cobrando e exigindo [das salas estaduais criadas para monitorar o avanço das doenças relacionadas ao Aedes].”
As visitas podem ser feitas por agentes comunitários de saúde, membros do Exército ou da Polícia Militar, por exemplo. Em dezembro passado, o governo tinha estabelecido que visitaria todos os imóveis até o fim de janeiro. Ao fim do primeiro prazo, o secretário-executivo do ministério, Neilton Oliveira, negou que a meta tenha sido descumprida. “Não há insegurança e não há nenhum atraso. A gente está tranquilo”, disse. “A prioridade não é matar o mosquito. É não deixá-lo nascer.”

O mosquito Aedes aegypti pode transmitir dengue, febre amarela, chikungunya e o vírus da zika – ligado à microcefalia. O ministro Marcelo Castro disse ao G1 que o governo brasileiro vai passar a adotar a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que sejam revisados os critérios para qualificar uma criança com a malformação.
Até então, o Brasil considerava um bebê suspeito de microcefalia aquele que tivesse perímetro da cabeça igual ou menor a 32 cm – conforme recomendava a OMS. A organização mudou na semana passada o critério. Agora, a medida cai para 31,9 cm para meninos e 31,5 cm para meninas.
O ministro admitiu que o novo parâmetro reduz o número de casos considerados suspeitos. “Vai ser uma análise mais precisa, e isso não trará nenhum problema porque os casos só são confirmados após exames.” Segundo Castro, a mudança será adotada “imediatamente” e só deve ser sentida no balanço de casos de microcefalia a ser divulgado na semana que vem.
Estatísticas
Na última terça-feira (23), o Ministério da Saúde divulgou que foram registradas 5.640 notificações de suspeita de microcefalia no país. No comunicado, a pasta volta atrás e divulga novamente o número de casos de microcefalia comprovadamente associados ao vírus da zika (67). Do total de 5.640 notificações, 583 já foram confirmadas para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, 950 foram descartadas e 4.107 continuam sob investigação.

Fonte : G1

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